Estes arquivos são resultantes de leituras, pesquisas e traduções que fiz de material disponível na internet. Diante da pouca diversidade sobre o assunto em sites nacionais sobre as variedades Silver e Golden, estou colocando neste espaço algumas informações que serão atualizadas periodicamente. As imagens utilizadas contém as respectivas fontes de origem.

Seria gentil de sua parte não reproduzir e/ou utilizar o conteúdo do meu site. Caso tenha interesse, faça sua própria pesquisa e utilize onde e como desejar. Obrigada.

SOBRE A DIVISÃO:

        Persas Silvers, Goldens, Smokes e Cameos tiveram mais mudanças em sua Divisão do que quaisquer outras cores.

        A Divisão Shaded consistiu-se de Silvers Chinchillas, Silver Shadeds e Smokes (Fumaças) até 1961; a partir daí os Cameos foram aceitos e acrescentados nesta Divisão. Em 1965 os Fumaças (Smokes) foram retirados da Divisão Shaded e ganharam sua própria divisão: Divisão Smoke.

          A mudança seguinte veio em 1976, quando Goldens Chinchillas foram aceitos pela CFA e adicionados à Divisão Shaded. O mesmo aconteceu com as Shadeds Torties. Criadores de Silvers e Goldens achavam que Shaded Torties não pertenciam àquela divisão, deveriam pertencer a Divisão Particolor com outras torties. Muitos achavam que deveria haver uma Divisão de Olhos Verdes, pois Cameos e Torties não deveriam pertencer à mesma divisão que Silvers e Goldens.

        Embora isto não tenha sido aceito naquela época, iniciou-se a Estação de 1995/1996 e os Cameos e Shadeds Torties foram colocados na Divisão Smoke e o nome desta Divisão foi alterado para Shaded e Smoke.

        Silvers e Goldens ficaram sozinhos em uma Divisão chamada Silver e Golden (e não Divisão de Olhos Verdes).

SOBRE SILVERS e CHINCHILLAS...

        Os persas antigos de todas as cores tem pouca semelhança com os atuais persas. Isto deve-se a chegada do conceito de Color Breeding  “procriação de cor”. Com a procriação seletiva, por volta da metade do Século 20 criadores de Silver haviam eliminado marcações tabby e anéis nas pernas, então a “procriação de cor” se tornou um imperativo. Eles eram criticados se os seus gatos não fossem colorbred (gatos da mesma divisão); porém, não havia nenhum acordo sobre quantas gerações eram requeridas para um Silver ser considerado um gato  “colorbred”.

        A procriação de cor foi uma necessidade durante muitos anos, para manter a bela marcação de cor do Persa Silver. O pool genético era pequeno, e certas características físicas pareciam estar associadas com a cor Silver: os gatos produzidos geralmente tinham ossos leves e eventualmente menores em tamanho. Cores e padrões adicionais foram desenvolvidos em outros persas durante anos, resultando em um pool genético maior, enquanto o pool genético dos Silvers continuava o mesmo. Isto levou ao interesse por parte de alguns criadores para incluir outras cores nos seus programas de criação. Uma das pioneiras neste tipo de outcrossing foi Fannie Mood (Delphi Cattery). Na ocasião em que fez essa procriação, morava na Califórnia e foi duramente criticada por criar com um persa azul.

        Prateados ou quase brancos como o Chinchilla, o que os diferencia é a intensidade do preto na pelagem. No Silver Shaded por exemplo, 2/3 dos pêlos são escuros e somente 1/3 é da coloração branco prateado, enquanto nos persa Chinchilla a coloração é muito suave o preto se percebe somente nas pontinhas do pêlo.

 

        Ligeiramente menores que os persas de outras cores mas possuindo a mesma estrutura, estes gatos tem uma aparência angelical. O sombreado pode ser observado na cabeça, laterais do corpo, parte superior da cauda e patas.

 

        Silver Shadeds originários da cor preta terão olhos verdes, mas algumas entidades os aceitam com olhos cobres, chamando-os de PEWTERS. Já se o gato for de cores originárias do vermelho ou creme seus olhos serão cobres.

 

        A característica de possuir um nariz curto é muito desejável mas difícil de se obter nos shadeds. A medida que obtém-se um gato mais claro temos um nariz mais baixo, por isso fica difícil de se obter bons exemplares para exposição. Criadores de shadeds trabalham muito para conseguir gatos bem claros, com a carinha mais chata possível, e também no aprimoramento da cor verde dos olhos; características difíceis de serem conciliadas e fixadas.

Lux Vitae Lilith of Phedra

Phedra Silver Evanescence

        Participando de exposições normalmente estes persas ficam em desvantagem, por competir com persas extremados, mas todos ficam impressionados com sua beleza e elegância. Aqui no Brasil a Tropicats – Federação Felina Sul Americana premia a variedade silver shaded, golden e chinchilla separadamente, o que é um incentivo aos criadores destas variedades.

         Ainda neste grupo, existem os Silvers Tabbies, possuem listras ou outra marcação contrastante na pelagem, mais escuras do que a cor do gato. Seu corpo e cauda são listrados e possuem um "M" característico na testa. De acordo com o desenho da pelagem seu padrão varia. Nestes gatos é comum possuírem olhos cobres, pois em função de trabalhos genéticos acabaram perdendo a coloração verde dos olhos.

Silvers do Passado

Das páginas da antiga revista "Silver Lining", abaixo alguns Silvers antigos.

Foto publicada na revista "The Silver Lining", macho chinchilla nascido em 19/07/1969,

Ch. Wee Heather Koppy Kat, propriedade da criadora Irene S. Buchan.

Do artigo publicado na revista "The Silver Lining" sob o título de "Colorbreeding Silvers"

escrito pela criadora Dorie Weston de Walnut Hill em junho de 1975,

vemos na foto seu Grande Campeão Walnut Hill Moondancer

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